Cosmologia e espiritualidade Potiguara

Cosmologia e espiritualidade Potiguara

Capa de Livro: Cosmologia e espiritualidade Potiguara

O presente livro didático é fruto de uma auto-pesquisa coletiva, realizada entre o povo Potiguara em parceria com pesquisadores e professores não-indígenas, com o apoio do GEPeeeS/UFPB, do LEPoliTC/UFCG e incentivada pelo Coletivo de Pesquisa pela Valorização dos Saberes Potiguara. O conteúdo da cartilha foi construído coletivamente durante três anos, de 2015 a 2018, com a participação de lideranças, pajés, rezadeiras, parteiras, e acadêmicos Potiguara das diversas aldeias do território Potiguara no litoral norte paraibano.

Caberá aos professores e jovens Potiguara aprofundarem os seus conhecimentos sobre a sua cultura além dos conteúdos aqui apresentados e os registrarem, partindo das suas próprias pesquisas, práticas e experiências espirituais. Esperamos que o trabalho apresentado nesse volume seja somente o ponto de partida de um processo muito mais amplo de autoconhecimento dos jovens Potiguara.

Organização
Jan Linhart, Thiago Romeu de Souza

Autores
Maria Nilda Faustina Batista, Fátima Maria da Conceição, Pedro Eduardo Pereira

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Medicina tradicional Potiguara

Capa de Livro: Medicina tradicional Potiguara

O presente livro didático é fruto de uma auto-pesquisa coletiva, realizada entre o povo Potiguara em parceria com pesquisadores e professores não-indígenas, com o apoio do GEPeeeS/UFPB, do LEPoliTC/UFCG e incentivada pelo Coletivo de Pesquisa pela Valorização dos Saberes Potiguara. O conteúdo da cartilha foi construído coletivamente durante três anos, de 2015 a 2018, com a participação de lideranças, pajés, rezadeiras, parteiras, e acadêmicos Potiguara das diversas aldeias do território Potiguara no litoral norte paraibano.

Caberá aos professores e jovens Potiguara aprofundarem os seus conhecimentos sobre a sua cultura além dos conteúdos aqui apresentados e os registrarem, partindo das suas próprias pesquisas, práticas e experiências espirituais. Esperamos que o trabalho apresentado nesse volume seja somente o ponto de partida de um processo muito mais amplo de autoconhecimento dos jovens Potiguara.

Organização
Jan Linhart, Thiago Romeu de Souza

Autores
Maria Nilda Faustina Batista, Fátima Maria da Conceição, Pedro Eduardo Pereira

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Pensar desde a América Latina: A emergência de novas Heteroutopias

Capa de Livro: Pensar desde a América Latina: A emergência de novas Heteroutopias

As utopias projetam um porvir generoso como crítica do presente, mas são edificantes na medida em que ignoram as determinações necessárias à efetividade da justiça; de acordo com a origem etimológica, utopia significa lugar inexistente. Henri Lefebvre quis salvar o conceito acrescentando o adjetivo ‘experimental’: referia-se a utopias experimentais como forma de indicar um sonho mais consistente e capaz de perpassar a realidade. Pensamos que, nessa encruzilhada civilizatória em que estamos submergidos, é preciso, com Michel Foucault, falar em heteroutopias, isto é, de novos lugares emergentes que abalam e superam o sistema-mundo marcado pela colonialidade do poder. Heteroutopias consistem em novos espaços ordenados com base na forma-comunidade, voltados a soldar os mundos e criar, pela primeira vez, o humanismo universal, analógico e dialético.

Luiz Eduardo Gomes do Nascimento

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Amputações das Serras do Sertão: Ecocídeo e Mineração na Bahia (Volume 2)

Capa de Livro: Amputações das Serras do Sertão: Ecocídeo e Mineração na Bahia (Volume 2)

Esta obra denuncia a destruição das nossas serras pelas agressivas atividades das grandes mineradoras e garimpos ilegais estruturados em toda a cadeia de nossas montanhas. Como regra: explora-se os bens naturais do Sertão, destroem os ecossistemas e levam toda a riqueza da nossa Gente e, para piorar, nos penalizam com passivos socioambientais inapagáveis e impagáveis!

O nosso Sertão responde por mais de 60% de toda a riqueza mineral da Bahia. Mas porque estamos imersos em toda pobreza?

O livro que foi produzido com o apoio do Fundo Casa Socioambiental (casa.org.br) é parte das atividades do Projeto Quilombos, financiado pela Fundação FORD, coordenado por: Dr. Juracy Marques (Grupo de Pesquisa em Ecologia Humana – GPEHA-PPGECOH-UNEB), Dr. Franklin Plessmann de Carvalho (NEA Nova Cartografia Social/UFRB) e Dra. Vânia Rocha Fialho de Paiva e Souza (LACC/UPE). Deriva de uma pesquisa que integra as ações do Projeto Nova Cartografia Social do Brasil, coordenado pelo Dr. Alfredo Wagner Berno de Almeida, desenvolvida em parceria com o Movimento Salve as Serras (salveasserras.org), com a Sociedade Brasileira de Ecologia Huma- na – SABEH e com o Programa de Pós-Graduação em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental (PPGECOH/UNEB).

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Descomplicando as identidades LGBTQIA+

Capa de Livro: Descomplicando as identidades LGBTQIA+

Já parou para pensar que todos/as somos marcados/as pelo gênero e sexualidade? Apesar de ser algo comum a todos/as, temos uma tendência a não falar sobre o assunto, a não problematizar e considerar esses marcadores como naturais, como algo que está posto e pronto. Porém, quando percebemos que tanto o gênero quanto a sexualidade são construções sociais passamos a considerar novas possibilidades e enxergar uma diversidade que sempre foi invisibilizada.

O interesse em escrever este livro (e-book) surgiu de algumas inquietações ocorridas durante o meu processo de formação, quando tive acesso aos Estudos Queer durante o curso do Mestrado em Cultura e Sociedade (UFBA), trazendo à tona memórias e vivências da minha homossexualidade e possibilitando problematizar como eu lidava com minha sexualidade em sociedade.

Passei então a questionar as relações de poder que giram em torno dos marcadores sociais. Esses momento foi o start para o desenvolvimento de minha pesquisa de doutorado (UFS), que teve como resultado a defesa da Tese “Diáspora Trans: mobilidades e migrações espaçotemporal e de gênero”.

Esses anos de pesquisa sobre gêneros e sexualidades revelaram a carência que existe de debate sobre as identidades, práticas, desejos e culturas que compõe
a população LGBTQIA+ em todas as áreas de formação acadêmica. Quando pensamos no ensino básico e médio, essa ausência é ainda maior.

Após a idealização e coordenação do minicurso “Gêneros e Sexualidades em debate” (2020) e do curso “Tecendo o saber sobre as identidades LGBTQIA+” (2021)
foi possível perceber por meio dos depoimentos das/os participantes, a carência de materiais e discussões com uma linguagem acessível sobre gêneros e sexualidades.

Pensando em contribuir para amenizar esta lacuna, escrevo este livro com a perspectiva de alcançar as/os jovens, professoras/es e outras/os profissionais que
desejem refletir melhor sobre as identidades LGBTQIA+ em suas relações pessoais, profissionais e sociais em geral. 

Com uma linguagem de fácil acesso, mesclando teoria e o cotidiano, o livro irá se debruçar sobre as peculiaridades e diferenças que acompanham as construções das identidades de gêneros e sexuais, possibilitando ser utilizado como material complementar em escolas públicas e privadas, organizações sociais, instituições religiosas e demais espaços de agrupamento de pessoas que estejam dispostos a dialogar sobre o assunto com o intuito de minimizar as violências que são
geradas pela falta de informação.

Cleber Meneses

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A (In)Sustentabilidade na dialética da inclusão / exclusão

Para nós é motivo de satisfação poder apresentar esta obra, fruto de esforço coletivo de vários pesquisadores e estudantes, que colocaram, diligentemente, suas energias em torno dessa contextura, demonstrando, assim, que a mobilidade do dito o é, também, do contradito. Esse sentido, simetrias e assimetrias formam um par dialético que se afastam e se aproximam e é nessa catarse que se apoia os esforços que emergem neste livro.

São tessituras em que se oferecem análises primorosas e é nesse movimento que somos içados aos rudimentos que pululam o nosso imaginário consciente e inconsciente. Nesse sentido, a obra tem como mote principal, a relação de conformidade-inconformidade entre inclusão e exclusão em seus diversos desdobramentos e multidimensionalidades, factuais e conceituais. O título da obra, A (in)sustentabilidade na dialética da inclusão/exclusão, já é por si, indicativa do que o leitor encontrará nos pronunciados e enunciados do livro.

Dessa forma, nota-se que inclusão-exclusão caminham juntas e assim sendo, encontraremos na própria lógica das relações contraditórias e desiguais do capitalismo, interatuando com outras dimensões do conhecimento, os achados dessa profícua reflexão epistemológica.O livro é dividido em duas seções. Na primeira, os autores se detém ao entendimento da relação da (in)sustentabilidade, inclusão-exclusão no contexto escolar. Nessa perspectiva, a centralidade das discussões giram em torno de relatos de experiências, discussões teóricas e empíricas acerca da formação acadêmica e escolar na educação em geral focados, sobretudo, mas não exclusivamente, nas pessoas com deficiências, sejam elas físicas ou psicológicas.

Nesse sentido, percebe-se que o setor educacional brasileiro ainda continua, contraditoriamente, em processo de exclusão abissal.Deduz-se da leitura dos escritos, que as instituições de ensino (que deveriam centrar atenção nas estratégias formativas de modo a dar acesso às pessoas com algum grau de deficiência) tem atuado, muitas vezes, em sentido inverso, ampliando a segregação de tais estudantes. O leitor há de entender os motivos pelos quais isso acontece. Só para denotar, percebe-se que a base desses problemas estão nas políticas públicas de educação e a elas se somam muitos outros fatores que concorrem para essa condição abismal.

Note-se que, apesar das escolas, no geral, não terem logrado êxito esperado com essa modalidade de ensino, é fundamental ressalvar os esforços feitos por muitos, dentre os quais se incluem os escritores dessa obra. É o que se pode asseverar a partir das narrativas emblematicamente demonstradas nestes escritos, quase todos concentrados em estudos acadêmicos e/ou nos relatos de experiências vivenciadas em instituições especializadas no atendimento de pessoas com deficiências.

Na segunda seção, a centralidade dos postulados giram em torno de contextos socioculturais e outras linguagens, ou seja, em sentido lato, poderíamos nos referir a abordagens que comportam a (in)sustentabilidade dos processos de inclusão-exclusão nas diversas matizes de conhecimentos que permitem perceber tais problemáticas, originárias das relações
contraditórias e desiguais das relações capitalistas. São essencialmente observadas as invisibilidades de Povos e comunidades tradicionais, os processos de segregação étnico-raciais, inclusive no âmbito acadêmico e escolar e as inquietações das lutas de classe nos processos de exclusão social.

Observe-se que a literatura, como instrumento de leitura de mundo em perspectiva multidimensional, é largamente contemplada nessa seção.

A leitura do eu e do outro (outridade) é acolhida, não só na perspectiva mimética, mas, também, nas relações que a literatura mantém com outras ciências, sobretudo daquelas que se detém à análise da espacialidade de fenômenos geográficos, muitos dos quais associados a potência didática, que tais leituras proporcionam como instrumentação pedagógica.

Diante do exposto, desejamos e recomendamos vivamente essa viagem pela leiturização (por esse pedacinho de leitura) e salientamos a importância de contextualizar as realidades vistas e vividas, bem como a necessidade de leituras críticas e articuladas ao mundo em que vivemos.

Socorro Almeida
Sérgio Malta
Sônia Lira
Organizadores

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Lições e memórias de uma pandemia

Capa de Livro: Lições e memórias de uma pandemia

No ano já quase esquecido de 2019, fomos acometidos por dois dos maiores desastres ambientais do século XXI: o rompimento da barragem B1 da mina Córrego do Feijão, no município de Brumadinho, estado de Minas Gerais e pelo vazamento de petróleo cru que atingiu 3 mil quilômetros do litoral Nordeste e Sudeste, eventos acontecidos no Brasil. Ao final deste mesmo ano, dado que os impactos ambientais e, por conseguinte os impactos psicossociais, superavam as ações de reparação, notadamente no último caso, onde responsáveis ainda eram espectros, os pesquisadores dedicados ao entendimento das relações multitemporais e espaciais dos humanos com o seu habitat, que representa o foco da Ecologia Humana (EcoH), reuniram-se num esforço interdisciplinar, como bem defende a mesma EcoH, para produzir conhecimento científico de qualidade e trazer à tona aspectos que passamos a considerar como relevantes às ações de reparação e entendimento de diferentes tipos de vulnerabilidades sociais desnudadas por estas questões.

No início do desenvolvimento do projeto, a equipe debruçou-se sobre diferentes temáticas, desde a Teoria de Gaia, passando pela análise de armadilhas sociais em contexto de abandono das políticas públicas, chegando até à análise dos vazios legais sobre responsabilização penal e ambiental, no caso de dano à costa brasileira. Contudo, no decorrer da ideação do trabalho, fomos todos “engolidos” pela necessidade de paralisação de grande parte das atividades laborais, em função da pandemia causada pela doença chamada de COVID-19, provocada por um vírus. Teórico ser mais basal na cadeia da evolução ambiental. E nos pareceu que o derramamento de petróleo ficou infinitamente pequeno frente aos desdobramentos desta pandemia, e Brumadinho desapareceu... pelo menos dos meios que, diríamos, de informação de massa, incluindo-se aí, as redes sociais.

Ainda assim, seguimos com o caminho, mas o que passou a inquietar-nos foi o rumo devido a tomar, frente ao que agora se nos apresentava. A necessidade premente passou a ser, à luz das mesmas motivações iniciais, entender como havíamos chegado a este ponto, se tínhamos clareza sobre o porquê aqui chegamos e como daqui poderíamos seguir caminhando.

Pensando num público amplo e que continua ávido por conhecimento, em detrimento de compêndios de informação, tecemos uma linha, em rede, no sentido de fornecer subsídios
factuais para o entendimento acerca dos vazios estruturais e estruturantes forjados pela espécie humana, que foram capazes de romper a fronteira natural, entre esta e as demais que compõem a Biosfera. E é daí que Lições e Memórias de uma Pandemia nasce com o objetivo de visibilizar esta teia, não como uma armadilha, mas como o que ela poderia chegar a ser para uma aranha: um locus de descanso e nutrição. As lições podem ser extraídas do olhar sobre as refinadas estratégias de auto-predação da espécie humana,
com base em uma análise sobre a conexão entre esfacelamento do poder público (Políticas públicas e Projeções), a urgência sobre a memória da consciência de si e a consciência do todo (Reminiscências e Nevoeiro), desastres ecológicos-humanos (Agroecologia e Ecologia médica), e o exemplo de um caminho possível de convivência pacífica e inteligente com sua própria e única casa, através do entendimento da equilibrada e resiliente EcoH de povos e comunidades tradicionais (Povos indígenas e Direitos do
mar), para além do assustador número de casos de contágio e mortes pela COVID-19 que, de vidas humanas, por excesso de repetição de uma informação, passou a ser estatística.

Iramaia De Santana
Doutora em Biologia Marinha e Aquicultura

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Ecocídio das Serras do Sertão

Capa de Livro: A (In)Sustentabilidade na dialética da inclusão /  exclusão
A (In)Sustentabilidade na dialética da inclusão / exclusão
Capa de Livro: A ECOLOGIA DE FREUD
A ECOLOGIA DE FREUD
Capa de Livro: A PESCA ARTESANAL NO BAIXO SÃO FRANCISCO
A PESCA ARTESANAL NO BAIXO SÃO FRANCISCO
Capa de Livro: A pesca no baixo SãoFrancisco
A pesca no baixo SãoFrancisco
Capa de Livro: A Voz do Tempo
A Voz do Tempo
Capa de Livro: A ZOOTERAPIA DO POVO INDÍGENA PANKARARU NO SEMIÁRIDO PERNAMBUCANO
A ZOOTERAPIA DO POVO INDÍGENA PANKARARU NO SEMIÁRIDO PERNAMBUCANO
Capa de Livro: Amputações das Serras do Sertão: Ecocídeo e Mineração na Bahia (Volume 2)
Amputações das Serras do Sertão: Ecocídeo e Mineração na Bahia (Volume 2)
Capa de Livro: As Antinomias do Direito NA MODERNIDADE PERIFÉRICA
As Antinomias do Direito NA MODERNIDADE PERIFÉRICA
Capa de Livro: AS RAÍZES DA ECOLOGIA HUMANA
AS RAÍZES DA ECOLOGIA HUMANA
Capa de Livro: Barrando as Barragens: O Início do Fim das Hidroeletricas
Barrando as Barragens: O Início do Fim das Hidroeletricas
Capa de Livro: BOLETIM INFORMATIVO Pescadoras e Pescadores Artesanais do Cânion do São Franscisco
BOLETIM INFORMATIVO Pescadoras e Pescadores Artesanais do Cânion do São Franscisco
Capa de Livro: Candomblé e Umbanda no Sertão - Cartografia Social dos terreiros de Jaguarari
Candomblé e Umbanda no Sertão - Cartografia Social dos terreiros de Jaguarari
Capa de Livro: Candomblé e Umbanda no Sertão - Cartografia Social dos terreiros de Paulo Afonso
Candomblé e Umbanda no Sertão - Cartografia Social dos terreiros de Paulo Afonso
Capa de Livro: Candomblé e Umbanda no Sertão - Cartografia Social dos Terreiros de Petrolina PE e Juazeiro BA
Candomblé e Umbanda no Sertão - Cartografia Social dos Terreiros de Petrolina PE e Juazeiro BA
Capa de Livro: CANDOMBLÉ E UMBANDA NO SERTÃO: Cartografia Social dos Terreiros de Senhor do Bonfim/BA
CANDOMBLÉ E UMBANDA NO SERTÃO: Cartografia Social dos Terreiros de Senhor do Bonfim/BA
Capa de Livro: Catuaba: Árvore que virou Comunidade
Catuaba: Árvore que virou Comunidade
Capa de Livro: CATUNI DA ESTRADA: PORTAL DAS AGUAS DA SERRA
CATUNI DA ESTRADA: PORTAL DAS AGUAS DA SERRA
Capa de Livro: COMUNIDADE QUILOMBOLA BAIXA DE QUELÉ
COMUNIDADE QUILOMBOLA BAIXA DE QUELÉ
Capa de Livro: CONSERVAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS
CONSERVAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS
Capa de Livro: Cosmologia e espiritualidade Potiguara
Cosmologia e espiritualidade Potiguara
Capa de Livro: Descomplicando as identidades LGBTQIA+
Descomplicando as identidades LGBTQIA+
Capa de Livro: DESERTIFICAÇÃO NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO E PARAIBANO
DESERTIFICAÇÃO NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO E PARAIBANO
Capa de Livro: DIÁLOGOS SOCIOAMBIENTAIS E PERPECTIVAS CULTURAIS
DIÁLOGOS SOCIOAMBIENTAIS E PERPECTIVAS CULTURAIS
Capa de Livro: Ecocídio das Serras do Sertão
Ecocídio das Serras do Sertão
Capa de Livro: Ecologia da Alma
Ecologia da Alma
Capa de Livro: Ecologia do Corpo
Ecologia do Corpo
Capa de Livro: Ecologia do Espirito
Ecologia do Espirito
Capa de Livro: Ecologia e Biodiversidade do Semiárido Nordestino I
Ecologia e Biodiversidade do Semiárido Nordestino I
Capa de Livro: Ecologia e Biodiversidade do Semiárido Nordestino II
Ecologia e Biodiversidade do Semiárido Nordestino II
Capa de Livro: Ecologia Humana -Uma visão global
Ecologia Humana -Uma visão global
Capa de Livro: Ecologia humana & pandemias: consequências da COVID-19 para o nosso futuro.
Ecologia humana & pandemias: consequências da COVID-19 para o nosso futuro.
Capa de Livro: Ecología Humana Contemporánea
Ecología Humana Contemporánea
Capa de Livro: Ecologia Humana e Agreocologia
Ecologia Humana e Agreocologia
Capa de Livro: Ecologia Humana em Ambiente de Montanha
Ecologia Humana em Ambiente de Montanha
Capa de Livro: ECOLOGIA HUMANA: Uma visão global
ECOLOGIA HUMANA: Uma visão global
Capa de Livro: ECOLOGIA TRANSHUMANA
ECOLOGIA TRANSHUMANA
Capa de Livro: Ecologias Humanas
Ecologias Humanas
Capa de Livro: Editorial Vol 3 Nº 3
Editorial Vol 3 Nº 3
Capa de Livro: Educação para a Convivência com o Semiárido e Direitos Humanos
Educação para a Convivência com o Semiárido e Direitos Humanos
Capa de Livro: ENFOQUES MULTIDISCIPLINARES SOBRE DESASTRES
ENFOQUES MULTIDISCIPLINARES SOBRE DESASTRES
Capa de Livro: ENFOQUES MULTIDISCIPLINARES SOBRE DESASTRES 2
ENFOQUES MULTIDISCIPLINARES SOBRE DESASTRES 2
Capa de Livro: Ética e Prática da Ecologia Humana
Ética e Prática da Ecologia Humana
Capa de Livro: FOLHA PEQUENA
FOLHA PEQUENA
Capa de Livro: Fundamentos Historicos da Ecologia
Fundamentos Historicos da Ecologia
Capa de Livro: História ambiental, história indígena e relações socioambientais no Semiárido Brasileiro
História ambiental, história indígena e relações socioambientais no Semiárido Brasileiro
Capa de Livro: Lições e memórias de uma pandemia
Lições e memórias de uma pandemia
Capa de Livro: MANIFIESTO por la defensa de la vida en la amazonía
MANIFIESTO por la defensa de la vida en la amazonía
Capa de Livro: Medicina tradicional Potiguara
Medicina tradicional Potiguara
Capa de Livro: Memorias del III Seminario Internacional de Ecología Humana y II Congreso Nacional de Ecología Humana.
Memorias del III Seminario Internacional de Ecología Humana y II Congreso Nacional de Ecología Humana.
Capa de Livro: Multidisciplinary Perspectives about Disasters
Multidisciplinary Perspectives about Disasters
Capa de Livro: NASCER DO RIO
NASCER DO RIO
Capa de Livro: Natureza Sagrada
Natureza Sagrada
Capa de Livro: Nova Cartografia Social do Brasil da Comunidade Quilombola de Casinhas: Jeremoabo – Bahia.
Nova Cartografia Social do Brasil da Comunidade Quilombola de Casinhas: Jeremoabo – Bahia.
Capa de Livro: NOVA CARTOGRAFIA SOCIAL DOS CONFLITOS POR TERRITÓRIOS NO BRASIL CENTRAL
NOVA CARTOGRAFIA SOCIAL DOS CONFLITOS POR TERRITÓRIOS NO BRASIL CENTRAL
Capa de Livro: Os Saberes Populares no Viés da ECOLOGIA HUMANA
Os Saberes Populares no Viés da ECOLOGIA HUMANA
Capa de Livro: Òsányìn: Os Segredos e Mistérios das Folhas Sagradas
Òsányìn: Os Segredos e Mistérios das Folhas Sagradas
Capa de Livro: Pensar desde a América Latina: A emergência de novas Heteroutopias
Pensar desde a América Latina: A emergência de novas Heteroutopias
Capa de Livro: PODA E ARBORIZAÇÃO URBANA
PODA E ARBORIZAÇÃO URBANA
Capa de Livro: POVO TRUKÁ-TUPAN: a natureza sagrada tem aviso e tem encanto
POVO TRUKÁ-TUPAN: a natureza sagrada tem aviso e tem encanto
Capa de Livro: Povo Tuxá das Águas do Opará
Povo Tuxá das Águas do Opará
Capa de Livro: Rios e Homens
Rios e Homens
Capa de Livro: Serra Da Berinjela: A Terra Onde Nascem as Águas
Serra Da Berinjela: A Terra Onde Nascem as Águas
Capa de Livro: Sociedade-Natureza: compartilhando ideias, desenvolvendo sensibilidades
Sociedade-Natureza: compartilhando ideias, desenvolvendo sensibilidades
Capa de Livro: TRABALHO, ALIENAÇÃO E ESTRANHAMENTO: uma contribuição a uma educação emancipatória
TRABALHO, ALIENAÇÃO E ESTRANHAMENTO: uma contribuição a uma educação emancipatória

O “Movimento Salve as Serras”
no Verde Campo de Batalhas dos
“Refugiados Climáticos”
Alfredo Wagner Berno de Almeida
Neste lançamento do “Movimento Salve as Serras”, mais especificamente as Serras do Sertão Nordestino, objetiva-se deflagrar uma campanha de proteção ambiental com denúncias e mobilizações em defesa da preservação das cadeias de terrenos montanhosos, escarpas, elevações e quebradas que se estendem desde a Serra do Espinhaço (MG e BA), alcançando a porção que vai de Jacobina a Jaguarari (BA) até se estender por Pernambuco e Ceará adentro; regiões dominadas pelo clima tropical semiárido e caracterizadas por uma complexa diversidade social. O sertão nordestino consiste numa região de grande biodiversidade, que registra os mais baixos índices pluviométricos em todo o país - e as áreas que apresentam menor pluviosidade estão localizadas no Submédio São Francisco entre os estados da Bahia e Pernambuco, justamente onde se concentra o cerne destas mobilizações ambientalistas que ora estão convergindo para a criação do “Movimento Salve as Serras”.

Este momento em que ocorre o lançamento é marcado não só pela pandemia, declarada em 12 de março de 2020, que agrava as desigualdades sociais, mas também por pelo menos três fatores sobre os quais convido a todos vocês para uma necessária e cuidadosa reflexão. Em primeiro lugar, constata-se, no plano internacional, uma intensificação das lutas contra o racismo e contra atos de estado inspirados em ações autoritárias e nitidamente colonialistas. Em segundo lugar, observa-se o desencadeamento de um processo de lutas acirradas, com multidões que tomam ruas e praças em grandes metrópoles de diferentes países, com importantes conquistas como estas que tornam o racismo - e, sobretudo, o racismo ambiental - um crime. E, finalmente, para efeitos analíticos os casos de financeirização da questão ambiental ou como o mercado financeiro se conecta hoje com a natureza. Tais modalidades de financeirização dos problemas ambientais parecem se articular com a elevação geral de preços nos mercados de commodities agrícolas, minerais e mínero-metalúrgicas, que agravam ocorrências de devastação, de queimadas, de grandes incêndios deliberados, de desmatamentos cada vez mais ampliados e de usurpação de direitos territoriais. Elas refletem diretamente nesta urgência da campanha “Salve as Serras”. Uma ação mobilizatória em tudo emergencial.

Esta campanha, que já é uma realidade, faculta possibilidades de consolidação de novas formas político-organizativas voltadas precipuamente para a proteção ambiental das serras sertanejas. Este é o ponto a ser aqui sublinhado. São elas que propiciam condições necessárias para o surgimento de um relevante movimento social apoiado em comunidades com raízes locais profundas, que possuem uma consciência ambiental aguda, bem como em fatores identitários e numa perspectiva inovadora no uso de critérios de proteção e defesa do meio ambiente. Os laços entre seus componentes têm sido construídos virtualmente, como ditam as normas sanitárias nestes tempos de pandemia, com pouquíssimas intervenções presenciais e sempre baseados numa redefinição do conceito de tradicional, trazido criticamente para o presente e ressemantizado de maneira apropriada. Do meu ponto de vista, tem-se mais um capítulo de mobilizações populares, não restritas a um grupo ou segmento social determinado, voltadas para a proteção
ambiental, sob o manto da dimensão regional, segundo uma presencialidade do passado, assim expressa, resumidamente, nas várias falas registradas em rede, através de interlocuções virtuais:

Somos de regiões de serras, que tradicionalmente mantiveram recursos naturais estratégicos para a vida no Semiárido, os quais têm que ser protegidos mediante tantas ameaças e ações predatórias de mineradoras, agronegócios e empreendimentos de energia eólica, porque constituem a garantia de nosso futuro.

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Multidisciplinary Perspectives about Disasters

O Livro foi organizado sob a responsabilidade do Núcleo de Pesquisa em Desastres da Universidade Federal do Rio Grande do Norte ("NUPED-UFRN"). Os autores envolvidos criaram capítulos em três idiomas, inglês, espanhol e português, como estratégia de divulgação dos estudos de RRD realizados na América Latina.

Por mais recente que seja, os riscos e desastres têm desempenhado um papel importante na literatura científica internacional. Assim, pode-se observar que os eventos extremos têm causado prejuízos imensuráveis a múltiplos setores da sociedade, especialmente àqueles que se encontram em alta vulnerabilidade social, principalmente quando a realidade latino-americana reside na atuação desrespeitosa e negligente dos governos para com seus cidadãos. Os argumentos de tais governos baseiam-se exclusivamente no próprio fenômeno, ou seja, a busca premeditada pela naturalização do conceito de desastre, e não consideram os resultados derivados de omissões e medidas ineficazes.
A História tem ensinado à comunidade científica que a negligência descontextualizada dessa área significa desconhecer a complexidade do campo e os impactos em nosso cotidiano. A necessidade de uma mudança de atitude da comunidade científica e, consequentemente, uma transformação do paradigma em relação aos desastres, ou seja, a desnaturalização do conceito. Atualmente, a Pandemia Covid-19 tornou explícito o que falta ao governo apresentar ao público, ou seja, as vulnerabilidades do sistema e os interesses envolvidos, uma vez que os governos tomam medidas ineficazes para a prevenção e controle de eventos extremos com múltiplas vítimas.

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Revista Ecologias Humanas 2020 Vol. 6 nº. 7

ISSN: 2447-3170

Revista Ecologias Humanas
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  • Revista Ecologias Humanas 2020 Vol. 6 nº. 7
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EDITORIAL

O ano 2020 entra na História da espécie humana (Homo sapiens sapiens), como um período marcado pela angústia, pela incerteza, pelo medo... Vimos uma espécie que se auto proclama como primazia da natureza em relação aos outros seres que coabitam a terra, se amedrontar frente ao ataque mortal de um vírus 2019-nCoV (Covid -19) cuja potência de disseminação faz com que a contaminação se espraie velozmente.

Nesse contexto, fica evidente que os processos de aceleramento técnico-científicos que possibilitam deslocamento de pessoas de forma muito mais rápida, tanto no âmbito nacional quanto internacional, acabam por permitir e/ou facilitar um maior índice de contaminação em escala planetária num curtíssimo espaço de tempo.

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Diante dessa nova realidade, a humanidade mergulha num desequilíbrio ecossistêmico sem precedentes na História. A aparente normalidade em que se encontrava a humanidade dá lugar a presentificação factual e, dessa forma, a incerteza do amanhã e o desespero atingem a todos uma vez que, passados onze meses do início da catástrofe, não se tem, ainda, um medicamento eficaz nem vacina em quantidade bastante para inibir esse mal que assolou o planeta, desertificou cidades e esvaziou a vida de milhões de pessoas.

É importante assinalar que esse mesmo humano, em geral, se opõe ao entendimento de que ele próprio é parte intrínseca da natureza e, agora, se vê numa condição de impotência e se dá conta da incapacidade de fazer com que as engrenagens do capitalismo (marcadamente caracterizadas pelas contradições sociais, pela perversidade e pelas desigualdades) funcionem adequadamente, num contexto pandêmico.

Assim, as estratégias de reprodução capitalista, tornam mais aguda a crise social. Nesse contexto, são as populações pobres que mais sofrem com a pandemia. São a elas negadas, pelo contexto de periferização, o acesso às condições sanitárias básicas para o enfrentamento da doença. É diante e em virtude de todos esses aspectos, que a Revista da Sociedade Brasileira de Ecologia Humana traz o presente dossiê.

O primeiro artigo de Gisele Duarte intitulado: “As plantas alimentícias não convencionais como contributo de subsistência e sobrevivência em tempos de escassez de alimentos”, traz à tona conhecimentos valiosos sobre segurança e autonomia alimentar, a partir do manejo de espécies ainda pouco conhecidas, mas de grande valor ecológico-alimentar.

O Segundo artigo, do professor Sérgio Murilo dos Santos, explica como “os riscos da sociedade mundial, diante dos perigos naturais, biológicos e tecnológicos e da Covid-19”, são prementes, ante as ‘ameaças’ daquilo que se denomina “sociedade de Risco”.

No terceiro artigo, o Professor Carlos Alberto, pesquisador e docente permanente do Programa de Pós-graduação em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental – PPGEcoh, discute as práticas zooterápicas da Etnia Truká. No estudo, o professor não só identifica diferentes espécies como também os usos zooterapêuticos e métodos de uso para promoção da saúde da referida comunidade. Lembra, também, que tal característica não exclui o acesso à medicina convencional.

No quarto artigo, o professor Paulo Sérgio Farias analisa o contexto de isolamento social e discute sobre experiência espaço-temporal de um período que ele denomina de tempo suspenso e de contenção territorial.

No quinto e último capítulo, o professor Ávila-Pires se debruça sobre o que ele chama de categorias falsas e, também, sobre correlações duvidosas e cálculos inadequados difundidos em redes virtuais que, muitas vezes, levam a conclusões epidemiológicas falhas.

Por fim, na seção Notas, encontraremos os escritos do professor Nilson Cortez em que ele traça itinerários para entender a História da Geografia, mergulhando numa das derivações dessa ciência que é a Geografia da Saúde Humana. Diante dos enunciados propostos pelos autores, no sexto número da Revista da SABEH, nos juntamos a todos e todas para a leitura de mundo difundida nesse periódico, na expectativa de que as aprendizagens proporcionadas possam resultar em saberes que, de certo, serão muito importantes para todos nós, ao tempo em
que retroalimentarão a rede de conhecimento sobre as temáticas já existentes e que tratam das discussões aqui delineadas.

Coordenação do Editorial

 

Profa. Dra. Maria do Socorro Pereira de Almeida.
Universidade Federal Rural de Pernambuco  - email: socorro.almeida@ufrpe.br

Prof. Dr. Sérgio Luiz Malta de Azevedo
Universidade Federal de Campina Grande - email: sergio.malta@ufcg.edu.br

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